Como Mãe, Diário, Minha Gratidão, Minha Vida

Primeira separação

Oi, pessoal!

Hoje quero compartilhar com vocês uma dor… não chega ser uma dor física, embora o coração esteja, sim, dilacerado e por isso tão dolorido… porém é uma dor de sentimentos, como se diz por aí: tudo junto e misturado, sabe.

Ontem a Isabella completou seus 3 aninhos!!! Um dia de festa e muita, muita gratidão! Só tenho a agradecer à Deus por ter me presenteado nesta vida com uma filha tão especial!

E nesses 3 anos me dediquei a ela como nunca me dediquei a alguém. Seria capaz de dar a minha vida se preciso fosse (e ainda assim é). Esses 3 anos foram árduos em todos os sentidos da minha vida. Foi a descoberta da verdadeira dor, do desespero, das lágrimas, da angustia, da ansiedade, das primeiras vezes, das inúmeras noites em claro, das restrições, das mudanças, mas também das maiores alegrias, dos sorrisos mais sinceros, das brincadeiras sem ponto final, dos abraços mais apertados e quentinhos, dos colinhos, do aconchego, do vínculo mais puro e FIEL (!!)… sim, filho é uma pessoa que sempre será    S – E – U – F – I – L – H – O.    Nunca terá outra denominação… nunca será ex. Será sempre SEU FILHO! Independente de qualquer coisa… ele é seu e isso nunca mudará.

E nesses 3 anos fui MÃE… dei o meu melhor do melhor… ensinei e aprendi, chorei e sorri, abracei e fui abraçada, beijei e fui beijada, vi crescer cada célula daquele bebezinho tão indefeso e dependente… e agora uma menininha tão cheia de suas “independências”!

Sim, chegou a hora… sua primeira ida à escola. Sua primeira vez distante de quem por mais de 1.000 dias esteve com ela 24 horas.

Hoje foi seu primeiro dia de aula… o primeiro de muitos, o primeiro degrau da sua vida acadêmica! Enfim, o primeiro dia que nos separamos… o primeiro que voltei para casa sem ela no carro perguntando sobre a árvore na rua, sobre o passarinho voando, a flor no topo das casas, o porquê do semáforo ser vermelho ou verde, a farmácia aberta, o boneco inflável da loja ao lado, o supermercado Carrefour, o McDonalds da esquina…

Senti falta das nossas conversas, de cantarmos “nossas” músicas… de vê-la cochilar na cadeirinha…

Sinto sua falta aqui em casa me dizendo: “vamos brincar, mamãe?”… “sim, minha borboletinha, vamos brincar!!” Sempre estarei pronta pra brincar com você!

Só que da mesma forma que todas as borboletas… um dia precisa sair do casulo e voar! E ela começou o seu vôo… deixei no casulo o tempo que foi importante e necessário, cuidei, ensinei… mas cresceu e agora é uma borboleta, que embora pequenina, está pronta para descobrir o mundo aí fora…

Hoje chove… uma chuva fininha… acho que é o céu transbordando o meu sentimento…

Sei que é chegada a hora, mas é difícil para o meu coraçãozinho de mãe compreender. Quem me dera minha razão andasse no mesmo compasso do meu coração. Tudo seria tão mais fácil e tão menos sensível.

Por falar em sensível… sou a pessoa mais sensível da face da Terra! Sou daquelas que chora na eliminação do MasterChef… então imaginem a situação! Olhos inchados, cara de quem não dormiu a noite inteira pensando se estava tudo arrumado, organizado… se não tinha esquecido de nenhum item ou detalhe. Essa sou eu! Alguns vão dizer: “Silvia você precisa de terapia”. Kkkkk

A verdade é que não está sendo nada fácil… como disse lá no início: é um misto de sentimentos! A razão diz uma coisa e o coração fica aqui… doído, dilacerado, cheio de saudades!

E, alguns devem estar se perguntando: “mas, espera, e como foi para a Isabella no seu primeiro dia? Como chegou na escola?” E, só pra exemplificar vou reproduzir meu primeiro contato com a Coordenadora logo que chegamos: “como está sendo para a Isabella? Ela está bem? Dormiu bem?”. E minha resposta foi: “olha, ela dormiu feito um anjo! Pra ela está sendo um dia feliz! Acordou toda animada! Um dia diferente e cheio de novidades e descobertas! Mas vou ser bem sincera… pra mim… acho que um dos mais angustiantes e tão cheios de sentimentos dos últimos tempos!” Esse foi nosso diálogo inicial! 😉

Bom, e o que quero deixar aqui hoje, com todo esse desabafo, é que dói, dói muito a primeira separação, mas mesmo doendo, mesmo chorando rios de lágrimas é nosso papel incentivar que nossas borboletas saiam dos seus casulos e de borboletas pequeninas se tornem borboletas coloridas do bem… que transformem o mundo onde vivem num mundo cada vez melhor! Afinal, educação é a base do crescimento!

Um beijo enorme e que Deus proteja a todos nós e nossos pequeninos em suas jornadas. 😉

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2 Comments

  • Reply Jonathan Schreiber 8 de fevereiro de 2017 at 19:37

    Texto incrível! Parabéns Silvia. Ainda não sei o que é ser pai, mas recomendei o texto para minha irmã, que está passando pela mesma dor da separação ao deixar meu sobrinho na escolinha. Grande beijo e segue fazendo esse lindo trabalho <3

    • Reply Silvia 22 de março de 2017 at 13:24

      OI, Jonathan!! Obrigada pelo carinho… é uma fase tão difícil, mas tão necessária! Obrigada por recomendar o blog!! Créditos de ter um blog tão bem administrado é da W7!!! 🙂

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