Maternidade, Minha Dica

Respeito

Olá pessoal!

Algumas pessoas que me acompanham aqui são pessoas que me conhecem pessoalmente e sabem muito bem como sou no meu dia a dia e minha forma de pensar e agir para muitas situações da vida.

E quem bem me conhece sabe que a minha prioridade de vida sempre foi o respeito ao próximo e a responsabilidade para com tudo o que me foi e é confiado. Pra mim isso é a base de tudo! Para sermos respeitados precisamos respeitar e para sermos confiáveis precisamos ser responsáveis… é ou não?

Enfim… tudo isso para começar um assunto que a princípio, para algumas pessoas, vou parecer “chata” ou “exagerada”… eu sei disso. E pensei muito antes de escrever aqui.

O fato é que quando nos tornamos mães a responsabilidade dobra dentro da gente… Ter um bebê em casa onde você é quem irá educar, cuidar e orientar faz nascer dentro de você um grau de responsabilidade nunca e jamais imaginado! São muitos os critérios, os cuidados, os horários, enfim… ter um filho, na minha opinião, é como uma “pós-graduação” na faculdade da vida, essa é a verdade!

E aí que entra o respeito! Cada mãe sabe como deve criar, educar e orientar o seu filho… não cabe julgamento para isso… cada pessoa sabe que alimento oferecer ao seu filho, se deve ou não assistir TV o dia inteiro, ficar descalço, tomar 2 ou 3 banhos durante o dia, comer ou não doces, usar “tablets”, celulares, acostumar à leitura, colocar ou não sal ou açúcar nos alimentos, colocar ou não o filho no andador, enfim… cada mãe sabe o que é melhor ao seu filho e ponto final. Isso é respeito! A coisa mais chata que existe são pessoas que, mesmo com boas intenções, querem dar palpites na forma que os próprios pais resolvem criar os seus filhos. Gente, lembra do que escrevi no início? Pra ser respeitado é fundamental respeitar!

Então, resolvi escrever esse post exatamente porque durante a semana passada, acompanhando uma rede social da qual tenho um perfil particular vi alguns comentários que me fizeram pensar muito. Eram vários os comentários de mamães indignadas ou mesmo chateadas com a intromissão alheia na educação e rotina dos seus filhos.

Só para exemplificar um desses comentários era de uma mãe que dizia estar revoltada com um parente por ele ter dado chocolate ao filho sem ao menos ter-lhe perguntado antes. Um outro comentário era de uma mãe que dizia estar sem falar com a sogra porque esta resolveu levar sua filha para cortar a franja sem que antes lhe comunicasse minimamente. E nesse mesmo sentido era uma enxurrada de indignações e desabafos.

Daí, pensando nisso, e também considerando minha experiência, afinal também já passei por muitas situações surreais, resolvi criar uma listinha com algumas coisas que considero impertinentes na atitude das pessoas e que de alguma forma envolva o filho dos outros. Claro que deixarei aqui o que EU considero indesejável e, se alguém quiser complementar, deixo o canal para também dividirem suas experiências, ok?

Querem ver como não estamos sozinhas (rs)?

– não ofereça em hipótese alguma qualquer alimento para a criança sem o consentimento dos pais, afinal são os pais que determinam o que e quando os seus filhos devem ou não comer um alimento. E não venha com a história de: “ah, coitadinho dessa criança que ainda não come doce” – detalhe: o açúcar é indiferente para aquelas crianças que nunca sentiram o seu sabor (fica a dica).

– não alimente a criança de outra pessoa com o mesmo talher que o seu… além da falta de higiene pode transmitir doenças que você nem sabe ter!

– não tome qualquer decisão que deva ser tomada pelos próprios pais. Respeitar a vontade e os critérios dos pais é fundamental.

– jamais compare as crianças. Cada criança tem o seu momento e o seu desenvolvimento.

– não “rotule” o filho alheio. Aliás, nem os próprios pais deveriam fazer isso, quiçá outra pessoa. Se a criança for mais agitada não o chame de “arteiro”, “bagunceiro” e assim por diante. Ao invés de criar um rótulo para isso tente ensinar de forma educada e explicar como ser diferente!

– não fique “balançando” ou “ninando” um bebê se a mãe não pretende ter esse costume… quem cuidará do bebê durante muito tempo é a mamãe que também precisa de descanso para as costas! Existem outras maneiras de se demonstrar carinho para com o bebê.

– na minha opinião visitas ao recém nascido deveriam ser de minutos e no colo da mãe. O recém nascido é frágil e a mãe está se adaptando à nova vida e rotina. Geralmente a mãe está sem dormir e muito cansada. Nada de ficar esperando o cafezinho, quiçá almoço ou jantar! Visitas rápidas e sem muito contato, na minha opinião, é respeitar o momento da nova família!

– ligações telefônicas: é de bom tom e respeitoso ser sensato nos horários que se telefona para a casa onde se tem um bebê. É importante lembrar que numa casa onde se tem um bebê as ligações devem ser breves e em horários oportunos, afinal o bebê e a mamãe tem os seus horários e rotina. Quando um bebê dorme qualquer ruído incomoda a mãe (rs).

Bom, essas são algumas coisas que lembrei enquanto redigia esse post. E, podem me chamar de chata e exagerada…  Mas se prestarem atenção o foco é sempre o respeito, seja pelo bebê ou pelos pais, o que nunca é demais!

É isso aí!

Um beijo e fiquem com Deus!

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5 Comments

  • Reply Sergio Mancuso 1 de julho de 2015 at 17:41

    Realmente, Silvia, o respeito ao próximo está cada vez mais em desuso. E quando as pessoas desrespeitam, seja por atos ou omissões, estão igualmente ensinando seus filhos a desrespeitar. Minha mãe, que brilhantemente se dedica até os dias de hoje ao Magistério, ensina que crianças – para se sentirem verdadeiramente amadas – precisam de regras e limites, o que também, nos dias de hoje é prática em desuso. Educar e colocar limites nos filhos não significa tolher ou deixar de amá-los, ao contrário: tal qual você nos fez compreender em seu bonito texto, colocar limites significa igualmente RESPEITAR a criança. Adultos que tratam seus filhos como pequenos tiranos, príncipes ou princesas que tudo querem e podem, na verdade os estão desrespeitando, já que crianças precisam receber dos pais um caminho a seguir, vez que eles são seu mais importante e expressivo exemplo. Parabéns por mais este bonito e expressivo texto.

    • Reply silyamada 1 de julho de 2015 at 20:11

      Obrigada, Sérgio, por seu comentário verdadeiro e exemplar que tem o meu total apoio!! Obrigada pelo carinho e presença!

  • Reply Sara 6 de julho de 2015 at 14:17

    Me identifiquei muiiiiito com o seu post!!!! Tudo o que você escreveu coube como uma luva!! Logo que o Mateues nasceu, também tive de ouvir e ver muita coisa que eu não gostei e que, antes dele nascer, nunca imaginei que seriam coisas que me irritariam. Tive de ouvir muitas comparações com a Isabella, que é uma fofíssima, mas como você mesma disse, cada criança e cada mãe é de um jeito e comparações não são oportunas. Recebia visitas intermináveis e muito frequentes. Imaginem como foi pra mim, que além de cansada, tive uma depressão pós-parto super forte… Queria literalmente me jogar pela janela!!
    Uma coisa que me deixou bem chateada quando meu filho nasceu foi com relação as pessoas que te oferecem ajuda, mas no final, só querem saber do bebê… A recém mãe precisa sim de ajuda, mas é para os demais afazeres da casa e não para cuidarem do bebê, pois, afinal de contas, para os cuidados do bebê já existe a mãe!! Nada me irrita mais do que alguém querer assumir o meu papel ou fazer o que eles acham certo e não o que nós mães achamos certo para os nossos filhos.
    O mais difícil nisso tudo é ter de lidar com essas relações familiares de modo a não criar conflitos que estraguem a convivência… Alguma dica nesse sentido??
    Beijos e saudades de vocês!!!

    • Reply silyamada 6 de julho de 2015 at 15:42

      Oi, Sara! Saudades de vcs tbm!! Olha, com relação às comparações… nossa… como isso é injusto com a criança e com os pais, além de ser totalmente impertinente! Acho de um mal gosto incrível quando alguém compara qualquer criança, mãe ou modo de criação com outra. As pessoas são distintas, cada qual com suas qualidades e forma de agir e pensar. As pessoas que comparam, mesmo que com boa intenção (se é que isso realmente é possível), está faltando com respeito ao próximo… o que é fundamental num relacionamento humano. E quando isso acontece num círculo familiar, mais desgastante se torna… afinal não queremos criar um “clima” chato, né?! Mas te digo que nunca deixei de me impor quando algo me desagradava. Sempre deixei transparecer ou mesmo disse com “jeitinho” aquilo que não me agradava… As pessoas precisam entender e respeitar! Até hoje digo quando algo me incomoda numa comparação ou outra, ou num palpite descabido. Já ouvi de algumas pessoas que depois que a Isabella nasceu mudei meu comportamento… claro que mudei! Hoje sou outra pessoa, afinal sou mãe! (rs) E as pessoas precisam entender! Já estamos tão cansadas, sobrecarregadas e transbordando de afazeres que “engolir” não faz nada bem! Imagina o stress! Aliás, como vc bem disse e como tbm penso: quem deve achar certo ou errado na criação ou rotina dos nossos filhos somos nós! Ninguém mais! E todos deveriam RESPEITAR! Então, como eu disse no post, se alguém age com falta de respeito, que não espere o meu… rs. Claro que não vamos sair por aí agredindo ou sendo rude com as pessoas… quem nos conhece sabe que estamos longe de agirmos assim… mas, na minha opinião, pra ficarmos bem temos que nos impor de vez em quando.
      Obrigada por sua presença aqui.
      Um beijo bem grande a vcs

  • Reply Claudia Norkaitis 30 de julho de 2015 at 17:48

    Super concordo Silvinha. Tenho dois e sei bem como é isso.

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