Maternidade, Minha Dica

AMAMENTAR É UM APRENDIZADO

Olá pessoal! Hoje vamos conversar um pouquinho sobre amamentação!

Quem nunca leu por aí ou ouviu de uma amiga, uma prima ou conhecida algum problema que teve durante a amamentação? Sim, este ato de completo amor nem sempre é tão fácil e simples como mostrado nas propagandas veiculadas na mídia, infelizmente! Muitos são os fatores que podem atrapalhar a amamentação, mas digo com total certeza que se a mãe estiver realmente disposta e com a sua saúde em dia todos esses percalços são anulados. Mas como disse é fundamental, acima de tudo, que a mãe esteja disposta e certa da sua vontade em amamentar. A amamentação deverá ser um prazer e não uma obrigação!

Uma coisa muito importante à mulher que deseja amamentar é, já logo no início, receber o apoio do marido e da família que cerca a chegada da criança. Até os 3 primeiros meses amamentei em livre demanda, ou seja, não havia uma regra, todo o momento era hora, cabia à minha bebê estabelecer seu momento.

Depois, com a introdução gradual de alguns alimentos, fui adequando os horários das mamadas e até hoje ela tem o seu leitinho garantido! Porém, se não houvesse determinação, compreensão e apoio talvez a amamentação não tivesse sido a minha prioridade. Mas, então, quais os benefícios da amamentação? Afinal, como muitas pessoas dizem por aí e acreditam ser a verdade do momento, as fórmulas são idênticas ao leite materno e possuem todos, senão mais, nutrientes cumprindo perfeitamente o seu papel de alimentar o bebê.

Ops, aí sim, tenho que concordar que as fórmulas cumprem adequadamente a sua função de alimentar… nenhuma criança passará fome ou não se desenvolverá adequadamente se realmente a mãe optar por introduzir as fórmulas… mas a amamentação tem apenas a função de alimentar? Não!

Você sabia que a sucção que o bebê realiza para receber o leite da mãe por si só estimula a produção de hormônios essenciais à mulher? Sim, com o ato de sugar dois importantes hormônios são produzidos: a prolactina que é o responsável pela produção láctea e a ocitocina que é o responsável pela ejeção do leite e a regressão uterina, ou seja, o útero volta mais rápido ao seu tamanho normal.

Olha o benefício que você terá com o simples ato de amamentar o seu bebê. Mas os benefícios não param por aí. Uma coisa que aprendi lendo e pesquisando muito é que o leite materno tem sempre a composição certa para cada fase do desenvolvimento do bebê e se altera conforme a criança cresce. Incrível, né?! O leite materno é de fácil digestão e não faz o bebê engordar demais, o que muitas fórmulas acabam estimulando. Além disso, previne alergias e intolerâncias, doenças respiratórias, diarréias, anemias, desidratação, diabetes mellitus na vida adulta e até leucemia, além de sempre estar na temperatura ideal e estéril (desde que a saúde da mãe esteja em ordem).

Acha que é só isso? Não, por incrível que pareça, e aí entra a natureza de forma mais perfeita que jamais imaginei, o leite materno contém anticorpos da mãe que passam para o bebê na forma de vacina natural, protegendo-o contra infecções. Olha isso, gente! Somos responsáveis por doar anticorpos a fim de proteger nossos bebês! Quem não quer ver o seu filho saudável, ainda mais nessa fase inicial da vida, onde são tão indefesos?

E não acabou: o leite materno é econômico, já que a maioria das fórmulas são bem caras, além, é claro, da possibilidade de ser levado para qualquer lugar, a qualquer hora, sem a necessidade de carregar todos aqueles itens necessários para transporte, esterilização e conservação que as mamadeiras e fórmulas exigem. Daí vem a pergunta: mas esse maravilhoso elixir já é produzido logo no início, assim que o bebê nasce? Bom, o leite mesmo não vem logo nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Nas primeiras 72 horas após o parto produzimos o chamado colostro que é um líquido riquíssimo em anticorpos e que protege o bebezinho contra uma série de infecções, além de possuir água e grande quantidade de proteínas. Não é o leite propriamente dito, mas é essencial ao bebê! Depois desse período, lá pelo quarto dia, então, passamos a produzir o leite. E o mais importante a saber é que quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

A coisa acontece assim: o corpo da mãe produz o leite a partir de informações que são transmitidas por hormônios, aqueles que mencionei acima (prolactina e ocitocina) e esses hormônios são “fabricados” a partir dos estímulos produzidos pela boquinha do bebê que mama – a sucção. Uma dica importante que dou: evite ao máximo e na medida da possibilidade a ansiedade, o medo, o cansaço e o estress, pois esses fatores contribuem para a circulação na corrente sanguínea de uma grande quantidade de adrenalina e outros hormônios que atrapalham a amamentação e daí acabam por bloquear a liberação dos bons hormônios (prolactina e ocitocina) responsáveis pela liberação do leite, fazendo com que surja a falsa ideia de ter “pouco” leite. É um verdadeiro ciclo: quanto mais o bebê mamar, mais leite você produzirá, quanto menos você se dispor a oferecer ao seu filho, menos leite passará a produzir, podendo, inclusive, reduzir tanto a produção que, infelizmente, o seu leite secará. Então, por conclusão, uma mãe que já logo no início acha não produzir muito leite e opta por introduzir as fórmulas, por não receber o ato da sucção pelo bebê, menos leite produzirá. O que acontece muitas vezes! Se a sua vontade é realmente amamentar não desista logo no primeiro momento da dificuldade. Se algo não estiver dando certo, procure a intervenção de um pediatra com real experiência para orientar e saber se o momento exige mesmo a introdução da fórmula ou se é apenas questão de auxiliá-la na tarefa de amamentar corretamente. Digo isso por experiência própria! Nos primeiros dias de vida da Isabella, já desesperada com a perda de peso da minha filha e o fato de estar sofrendo gigantescamente com a dor no momento da amamentação, chegando ao ponto de pensar não ser capaz de cumprir com meu papel de amamentá-la, procurei ajuda médica e, graças à experiência e orientação ímpar que obtive do pediatra dela (um profissional que nunca me canso de elogiá-lo), aprendi a forma correta de amamentar! Isso é outra coisa que acontece e muitas vezes interfere e até interrompe a vontade de amamentar: a forma correta de amamentar! A chamada “pega” correta! Gente, de novo, como sofri com isso!

O bebê não nasce sabendo mamar, pelo menos a Isabella não veio com esse plus (rs), e só fui “aprender” a maneira correta depois de estar bem machucada! Mas pelo menos aprendi e passo minha experiência aqui para vocês. A pega correta acontece quando o bebê abocanha o mamilo e parte da auréola e para isso a boquinha dele deverá estar bem aberta, além disso o bebê deverá estar bem posicionado com a cabecinha virada para o bico do seio e deitado confortavelmente em seus braços – parece fácil falando, mas não é… infelizmente! Por isso é tão importante que o início da amamentação seja de forma correta e bem orientada! Ah, existem outras formas de se posicionar o bebê, a fim de facilitar a amamentação, mas realmente nunca as tentei.  Assim, sendo a pega correta o bebê passa a mamar de forma a estimular a produção do leite e, por consequência, a ganhar o peso na medida certa, além de se evitar as fissuras na pele da mãe. Ufa! Ah, uma outra dica que aprendi, também, é não oferecer logo de início, mesmo no desespero, chás ou fórmulas ao bebê imaginando complementar o seu leite.

O leite materno é para o seu bebê o alimento mais completo possível da face da Terra! Se acontecer de nos primeiros dias a amamentação não ser tão instintiva quanto deveria, não desista! Tenha paciência, alimente-se corretamente (deixe a dieta para depois – você emagrecerá assim que seu bebê começar a ganhar peso, engatinhar e a andar – eu garanto! rs), beba muita água e jamais interrompa o aleitamento sem antes consultar um pediatra experiente ou um bom profissional da área da saúde. E lembre-se: para todo problema há uma solução, e tudo dependerá, como disse a vocês linhas atrás, do quanto você deseja amamentar seu bebê e oferecer a ele o maior e melhor dos presentes: saúde.

Além do mais, o ato de amamentar mais que suprir as necessidades físicas do seu bebezinho, é um ato de amor e gera o mais belo vínculo emocional entre mãe e filho! Espero ter ajudado!

Um beijo e fiquem com Deus

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3 Comments

  • Reply silyamada 9 de dezembro de 2014 at 14:58

    Pessoal, desculpa o tamanho deste post, mas é pela importância que considero a amamentação! Um beijo bem grande

  • Reply Carolina 9 de dezembro de 2014 at 15:20

    Amiga,
    Adorei esse post!!
    Compensa sim passar por uns dias de adaptacao à amamentacao!!
    Eu estou muito feliz em poder ate hj amamentar ao Enzo e muita dessa coragem que me deu foi vc!!
    Tinha dias que pensei em desistir, ja que con a Lorena nao consegui, mas me lembrava das nossas conversas e seguia adiante!!
    E verdade, quanto mais o bebe mamar, mais leite teremos!!
    Obrigado minha amiga!
    Linda materia!

    • Reply silyamada 10 de dezembro de 2014 at 00:09

      Querida amiga, lembro-me direitinho das nossas conversas… e fico muito, muito feliz em ter contribuído para que esteja até hoje amamentando seu pequeno! É isso ai! Obrigada por sempre estar aqui presente! Um beijo grande

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